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Em 1727 os portugueses compreenderam que a terra do
Brasil tinha todas as possibilidades que convinham
à cafeicultura mas, infelizmente, eles não
possuíam nem plantas nem grãos. O governo
do Pará, então, encontrou um pretexto
para enviar Francisco de Melo Palheta,um jovem oficial,
à Guiana Francesa, com uma missão simples:
pedir ao governador desta colônia francesa algumas
mudas. Este governador havia conseguido um punhado
de sementes de café colhidas dos cafeeiros
que os holandeses haviam plantado em Suriname, e as
semeou no pomar de sua residência.
Seguindo ordens expressas do rei
de França, o governador não atende ao
pedido de Palheta. Este, por sua vez, aproximou-se
da esposa deste governador, seduzindo-a e conseguindo
conquistar sua confiança. Assim, uma pequena
muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente
e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.
Devido às nossas condições
climáticas, o cultivo de café se espalhou
rapidamente, com produção voltada para
o mercado doméstico. Do Pará, a cultura
passou para o Maranhão e, por volta de 1760,
foi trazida para o Rio de Janeiro por João
Alberto Castelo Branco, onde se espalhou pela Baixada
Fluminense e posteriormente pelo Vale do Paraíba,
pelo restante do Estado de São Paulo e por
Minas Gerais.
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