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Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura
do café datam de 575 d.C. no Yêmen, onde,
consumido até então como fruto in natura,
passa a ser cultivado, principalmente em monastérios
islâmicos. Somente no século XVI, na
Pérsia, os primeiros grãos de café
foram torrados para se transformar na bebida que hoje
conhecemos.
O café torna-se de grande
importância para os Árabes, que tinham
completo controle sobre o cultivo e preparação
da bebida. Na época, o café era um produto
guardado a sete chaves pelos árabes, sendo
proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações
e mesmo das mudas, estas protegidas pelos árabes
com a própria vida pois nestas condições
as sementes poderiam deixar o país.

À medida que o café
tornava-se cada mais popular, salas especiais nas
casas dos mais abastados foram reservadas para se
tomar café e cafeterias começaram a
aparecer na maioria das cidades. As primeiras cafeterias
(chamadas Kaveh Kanes) foram abertas em Meca, entre
os séculos XV e XVI e, embora originalmente
fossem lugares de reuniões religiosas, rapidamente
tornaram-se centros de música e dança,
entre outras atividades. Isto porque a bebida foi
logo proibida pela religião muçulmana,
por considerarem-na tóxica assim como qualquer
bebida alcóolica.
Mesmo assim o café conquistou
Constantinopla, a Síria e demais regiões
próximas. As cafeterias tornaram-se famosas
no Oriente pelo seu luxo e suntuosidade e pelos encontros
entre comerciantes, para a discussão de negócios
ou reuniões de lazer.
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