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Implantada com o mínimo de conhecimento (a
mata era derrubada, queimada e o café semeado,
sendo um início de uma ação predatória
bastante elevada do meio ambiente), em regiões
que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo,
a cafeicultura no centro-sul do Brasil encontrou seus
primeiros problemas em 1870, quando uma grande geada
atingiu as plantações do oeste paulista
provocando prejuízos incalculáveis.
Seguiu-se, também, uma intensiva seca e incêndios
que se propagaram de São Paulo ao Paraná.
A cafeicultura nacional passa por sua primeira crise
que, superada, agora era mais consciente na busca
por técnicas corretas e por áreas apropriadas
para o plantio.
Contudo, o crack da Bolsa de Nova
York em 1929 forçou a queda brusca no preço
internacional do café (caindo, em 1930, para
pouco mais que a metade de seu valor em 1928). Em
1931 caiu para menos de 40%, ficando nesses patamares
até 1947, quando os preços voltaram
aos níveis de 1928. Para enfrentar este período
de crise, os governadores dos Estados de São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (fevereiro
de 1906) no chamado Convênio de Taubaté,
que definiu uma política para a valorização
do produto: os governos estaduais comprometeram-se
a comprar toda a produção e usar os
estoques como instrumentos para impedir quedas e oscilações
no preço do produto, além de proibir
novos plantios. O Convênio de Taubaté
representou a primeira intervenção oficial
em defesa do café. Nos anos seguintes, o governo
federal também tomou iniciativas nesse sentido.
Assim, quando a economia mundial
conseguiu se recuperar do golpe de 1929, o Sudeste
do país voltou a crescer, com a ajuda das iniciativas
do governo e com perspectivas lastreadas na cafeicultura
e na indústria, que assumia parcelas maiores
da economia. O café retomou sua importante
posição nas exportações
brasileiras e, mesmo perdendo mercado para outros
países produtores, o país ainda se manteve
como maior produtor de café do mundo. Após
nova crise de superprodução mundial
em 1957, os países produtores e os grandes
consumidores criaram o Acordo Internacional do Café
(1962), que estabeleceu quotas de exportação
para os países-membros.
Desde os anos 50, porém, a importância
do café para a economia brasileira tem decrescido
sensivelmente. Uma das conseqüências da
crise mundial de 1957 foi o início da produção
de café solúvel. Além disso,
a participação do café nas exportações
do pais diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da
exportação de manufaturados ultrapassou
o do café, que, desde o início dos anos
80, responde por cerca de 10% do valor total das exportações
brasileiras. Apesar disso, o café é
ainda um dos principais produtos isolados exportados
pelo país, que é o maior produtor de
café e o segundo mercado consumidor do mundo. |
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