
Da
produção ao consumo o café passa
por um longo ciclo, iniciado com a formação
das mudas. Elas são formadas nos viveiros,
que são cobertos com bambu, madeira ou capim,
à meia sombra. Normalmente uma ou duas sementes,
de variedades selecionadas, são postas a germinar
em sacolas plásticas cheias de uma mistura
de terra, esterco e fertilizantes. Quarenta a sessenta
dias depois emerge a muda que recebe o nome de "palito
de fósforo" e, em seguida, abrem-se as
duas primeiras folhas, etapa na qual se diz que a
muda está no estágio "orelha de
onça". Com os tratos adequados (irrigação,
pulverizações e adubações),
a muda cresce e, ao atingir cerca de 20 cm de altura,
quando tem 04 ou 06 pares de folha, está pronta
para ser plantada no campo.
Porém, antes do plantio, o terreno deve
ser convenientemente preparado. Se a área
estiver com mata faz-se processos como a roçada
e a destoca, seguindo-se a aração
e a gradagem, de maneira a deixar o solo limpo e
bem fofo. Em seguida vem a abertura das covas, feitas
nos espaçamentos e tamanhos mais indicados
(espaçamento: de 03 a 04 metros entre fileiras
e de 1 a 2 metros entre covas; tamanhos: 60cm de
largura por 40cm a 50cm de profundidade).
Na terra que foi tirada da cova mistura-se esterco
e adubo químico recolocando esta “terra
adubada” na cova, fechando-a. Para a plantação
das mudas, bastam que sejam feitos pequenos buracos
nos locais onde foram feitas as covas, agora cobertas
com uma terra preparada, colocando nestes as mudas
retiradas das sacolas plásticas onde foram
geradas. Normalmente são plantadas de uma
a duas mudas por cova.